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Depois do chato incidente do “homem mala”, fui para para Reggio Emilia por um dia . Descansar um pouco foi bom, principalmente pela paisagem que me aguardava. Ir ao interior, passear pelos povoados me fez conhecer um lado da Itália amistoso e cordial, muito diferente da cidade grande. Percebi que todo interior, mesmo em diferentes países, pode ser igual. A pessoa do interior abre sua casa, puxa um dedinho de prosa com um estranho, fala sobre o tempo e as coisas simples da vida. Essa sensação eu tinha apenas sentido no Brasil, no interior de Minas, onde preservam costumes muito difíceis de se encontrar hoje em dia. A camaradagem e os compadres da vizinhança mostram um lado da vida que se perdeu nas grandes metrópoles. De que realmente precisamos para viver? Nada mais do que coisas simples, e gente simples que sou, adoro essa gente! Na região dos Apeninos, onde paramos para tirar fotografias das montanhas com neve, um senhor nos abriu a casa, mostrou sua criação de coelhos e sua porca que tinha acabado de parir. Sinto falta dessa atmosfera familiar e carinhosa...Só faltou eu ver um homem com chapéu de palha, mastigando uma palhinha ou fumando um fumo de rolo e dizendo “ôooooo cumpadi, chega aí....” Que saudade de Minas...achei engraçado esse texto que um amigo mineiro mandou para um outro amigo mineiro. Conversa de mineiro é assim mesmo, ói qui: "Sapassado, era séssetembro, taveu na cuzinha tomano uma pincumel e cuzinhano um kidicarne com mastumate pra fazê uma macarronada com galinhassada.Quascaí disus, quando uvi um barui vino di denduforno, pareceno um tidiguerra. A receita mandopô midipipoca denda galinha prassá.O forno isquentô, o mistorô e a galinha ispludiu!Nossinhora! Fiquei branco quineim um lidileite.Foi um trem doidim, uai! Quascaí dendapia!Fiquei sensabê doncovim, proncovô, oncotô. Oi procevê quelucura! GrazaDeus ninguém simaxucô!" Não é lindo isso, gente??? Acho que só os mineiros ou quem convive com eles consegue decifrar...